Jiboia (Boa Constrictor)
As jiboias (Boa constrictor) são serpentes da família Boidae, a família das espécies de serpentes constritoras. Existem cerca de onze subespécies dessa serpente, sendo duas encontradas no Brasil. As subespécies de jiboias estão distribuídas desde o norte da Argentina até o norte do México.
Características
A jiboia é um réptil que pode atingir até quatro metros de comprimento, entretanto, geralmente não apresenta mais de dois metros. De uma maneira geral, as fêmeas distinguem-se por serem maiores que os machos. As jiboias perdem em tamanho, no nosso país, apenas para a sucuri, sendo considerada, portanto, a segunda maior espécie da fauna brasileira. É um animal classificado como de médio a grande porte.
A coloração das jiboias é bastante variada, a Boa constrictor amarali, por exemplo, é uma subespécie encontrada em nosso país e sua cor predominante é cinza ou marrom, podendo ser vistos indivíduos de coloração bastante escura, quase pretos. Já a Boa constrictor constrictor, também presente no Brasil, possui indivíduos com coloração desde o cinza claro até marrom bem escuro.
Essa serpente possui corpo robusto, com musculatura bem desenvolvida, a qual é fundamental para sua alimentação. A cabeça das jiboias, que possui formato de seta, é bem destacada do corpo, o qual é cilíndrico e comprimido lateralmente.
Hábitos
Essas serpentes têm hábito noturno, porém podem ser avistadas durante o dia. Destacam-se por serem terrestres e semi-arborícolas, vivendo e alimentando-se de maneira eficiente em ambos os lugares. As jiboias podem ser observadas em todas as formações vegetais brasileiras, por exemplo, na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
As jiboias são estrategistas “senta-espera”, ou seja, permanecem em locais que são frequentemente visitados por presas. Quando uma presa é localizada, ela é capturada e a jiboia tira a vida da presa, contraindo seu corpo, de modo a evitar movimentos respiratórios da presa. Sendo assim, a jiboia não utiliza veneno para matar e, sim, atua asfixiando a presa.
Apesar de serem grandes e temidas por muitos, as jiboias também enfrentam perigos. Para se defenderem de seus predadores, elas utilizam algumas técnicas. Uma delas é a produção de um som agudo, acompanhado da retração do pescoço e da cabeça. Além disso, a serpente pode morder e eliminar fezes nesses contextos.
Alimentação
A alimentação das jiboias baseia-se, principalmente, na ingestão de mamíferos roedores, entretanto, esses animais também alimentam-se de aves, lagartos e ovos. Essas serpentes localizam suas presas devido à captação de estímulos térmicos, visuais e químicos.
A jiboia ingere seu alimento, assim como a grande maioria das serpentes, iniciando pela cabeça da presa. Isso é importante, pois conforme a presa é ingerida, seus membros são comprimidos de maneira paralela ao corpo. Isso evita que os membros dificultem a deglutição do animal.
A frequência e quantidade de alimentos variam de acordo com o tamanho do animal.
Quando em cativeiro, é comum alimentar as jiboias com pequenos roedores, como camundongos e ratazanas jovens. Quando maiores, podem ser alimentadas com lebres, ratazanas adultas e aves (frangos).
Reprodução da jiboia
A jiboia é uma serpente vivípara, ou seja, essa serpente não bota ovos e o embrião é desenvolvido dentro do corpo da fêmea. Nascem totalmente formados, cerca de 12 a 50 filhotes, apresentando cada um em média 50 cm de comprimento. A gestação desse grupo de serpentes dura de 4 a 8 meses.
A jiboia é venenosa?
A jiboia é uma serpente que não possui presa inoculadora de veneno, sendo, portanto, uma serpente de dentição áglifa. Esse animal mata sua presa comprimindo seu corpo, até que a vítima seja incapaz de respirar e morra por asfixia. Diferente do que muitos pensam, essa serpente não mata sua presa devido à quebra dos ossos. Vale destacar que a jiboia é um animal pouco agressivo.
A jiboia pode ser comercializada?
Você sabia que a jiboia pode ser criada como animal de estimação? No Brasil, é possível comprar e criar jiboiais, entretanto, para ter essa serpente como animal de estimação, é necessário comprá-las em locais devidamente registrados e autorizados pelo Ibama.
As jiboias vendidas nesses locais são indivíduos nascidos exclusivamente em cativeiro, ou seja, não foram retiradas do seu ambiente natural. Além disso, as jiboias comercializadas possuem chips eletrônicos para identificação de origem e acompanham um certificado que mostra a condição de saúde desses animais, além, é claro, de informações a respeito de como esses animais devem ser criados.
É importante salientar que não se deve comprar animais silvestres sem procedências, sendo essa prática considerada crime. Assim sendo, caso queira adquirir um animal como esse, certifique-se que se trata de um local de compra licenciado.
Curiosidades
No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazônica e do nordeste. A segunda, jiboia-amarali, pode ser encontrada mais ao sul e sudeste do país, sendo encontrada algumas vezes em regiões mais centrais do país.
O maior site de venda legal de jiboias é o : www.jiboiasbrasil.com.br
Variedade da raça
Boa constrictor amarali (STULL 1932)
Boa constrictor constrictor LINNAEUS 1758
Boa constrictor mexicana JAN 1863
Boa constrictor nebulosa (LAZELL 1964)
Boa constrictor occidentalis PHILIPPI 1873
Boa constrictor orophias LINNAEUS 1758
Boa constrictor ortonii COPE 1877
Doenças
As serpentes são animais susceptíveis a uma grande diversidade de doenças causadas por vírus, bactérias, parasitas, fungos, protozoários, pentatomídeos, helmintos, miíases, ácaros e carrapatos.
As viroses são o principal problema em jiboias, devido à gravidade do quadro e também à capacidade de disseminação de alguns vírus. Diversos tipos de vírus foram descritos em jiboias, como adenovírus e herpesvírus causadores de lesão hepática e alguns retrovírus causadores de enterite e lesões hepáticas. Um dos principais vírus causadores de mortes é o paramixovírus. Esses vírus levam a quadros de pneumonia bastantes graves, que frequentemente levam o animal à morte.
Os sintomas são febre, boca semiaberta, dificuldade respiratória e até hemorragia na boca.
Quer ter a sua? temos algumas dicas !
Quem tem em vista de criar um animal exótico em casa pode começar a pensar na jibóia. Sim elas podem ser sim criadas desde que adquiridas de forma legalizada, normalmente são animais que nascem em cativeiro.
Como todas as serpentes, elas necessitam de um terrário que deve ter as proporções mais indicadas para espécie, se baseia que esse terrário deve ser 2/3 do tamanho total do animal, a altura e largura devem ser 1/3 do comprimento do animal. Deve ser bem arejado, porém, deve ter uma fonte de calor que deve ser controlada com termostato, a temperatura deve estar de 25° e 30°C. Escolha um bom substrato para ser usado no fundo, algo que ajude a reter fezes e a urina do animal. Normalmente em pet shop vende esses terrários quase prontos. O terrário deve ter um local mais quente e outro mais fresco é bom assim pra que ela possa escolher onde ficar.
Na alimentação as serpentes no geral elas preferem comer os alimentos vivos, na maioria das vezes ratinhos, pode ser dado já mortos, porém, a preferência são os animais vivos.
Esses camundongos podem ser comprados em pet shop também ou em criadores com essa finalidade! A melhor forma de alimentá-las é tirando do terrário.
A jibóia é um animal que não tem veneno, porém, seus dentes são bem potentes e podem machucar muito, principalmente, pois o reflexo das pessoas é puxar a mão quando são mordidas e isso é muito pior, pois rasga a pele.
Faça da melhor maneira esse animal seu aliado, uma companheira e principalmente cuidando muito bem dela, sempre com amor e carinho.
Cobras são animais ectodérmicos, ou seja, regulam sua temperatura de acordo com a temperatura do ambiente. Para aquecê-la você pode fazer o uso de uma pedra ou placa aquecida. Essas são vendidas em pet shops de todo o país. A pedra/placa deve ser colocada no canto do terrário (recinto) do animal, do lado oposto da bacia de água, evitando assim que aqueça a água.
Outro meio de aquecer o terrário é por uma lâmpada. Porém, junto à lâmpada deve ser colocado um regulador de temperatura, para que não aqueça demais e queime seu réptil e torne o ambiente desagradável.
Classificação científica
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Alguns exemplares:
Bibliografia:






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