Víbora de Seoane (Vipera seoanei)
Pequena serpente de corpo robusto que não ultrapassa os 50 cm de comprimento total. A cabeça é bem diferenciada, larga e triangular, formato típico nas víboras. Os olhos são grandes e de íris amarelo-dourada ou avermelhada. A pupila é vertical, sendo uma característica típica das víboras. Na zona posterior da cabeça exibe uma marca em forma de V invertido, formada por duas manchas mais escuras. A zona dorsal é geralmente acinzentada ou parda, e apresenta um padrão característico: uma banda escura de largura variável e em forma de ziguezague, contínua ao longo do corpo. Os flancos podem apresentar manchas irregulares dispersas. A zona ventral é negra ou acinzentada, podendo apresentar manchas esbranquiçadas. A cauda é curta e estreita, destacando-se a extremidade amarelada. Os espécimenes melânicos são usuais, sendo homogeneamente negros. Trata-se de uma das duas espécies de víboras venenosas que ocorrem em Portugal. Só ataca quando ameaçada ou encurralada, preferindo a fuga sempre que possível.
Dentição e veneno
É uma espécie venenosa solenoglifa, o que significa que os dentes inoculadores estão situados na região anterior do maxilar. O seu veneno, tal como o da víbora-cornuda (Vipera latastei), não é muito forte comparado com o de outras víboras, mas deve-se ter especial preocupação com crianças, idosos e indivíduos alérgicos ao veneno. É importante salientar que estes animais só mordem se se sentirem apertados ou se alguém os tentar apanhar, pois a primeira opção é sempre a fuga e, por isso, desaparecem mesmo antes de os vermos.
Reprodução
Existem duas épocas de reprodução e os acasalamentos ocorrem nos meses de abril e maio e entre agosto e outubro. O número de crias por ninhada depende do tamanho da fêmea, variando entre 3 e 10 crias. A maturidade sexual é alcançada aos 3 ou 4 anos de idade, quando atinge cerca de 30 a 40 cm de comprimento.
Alimentação
Apresenta uma dieta muito variada, na qual se incluem micromamíferos, répteis, anfíbios e aves (passeriformes).
Habitat
Vive em regiões de clima atlântico, ocorrendo preferencialmente em lameiros, prados, pastagens e matos, frequentemente rodeados por muros de pedra e na proximidade de cursos de água. Também pode surgir em zonas de floresta.
Espécie endêmica do norte da Península Ibérica e de uma estreita faixa no extremo Sudoeste de França.
Sub-espécies
Vipera seoanei cantabrica: cuja distribuição é restrita a Espanha.
Vipera seoanei seoanei: cuja distribuição se centra no Norte de Espanha, Noroeste de Portugal e Sudoeste de França.
Distribuição geográfica
Em Portugal continental ocorre a norte do rio Douro, no Minho e em Trás-os-Montes. A distribuição é descontínua, sendo que as populações se encontram isoladas e limitadas a regiões de montanha (81% ocorre acima dos 900 m de altitude)
Ameaças para a raça
-Perda/degradação/destruição do habitat (e.g. implantação de infraestruturas urbanas)
-Destruição/perturbação de indivíduos (e.g. perseguição humana)
-Abandono da agricultura tradicional
-Atropelamentos
-Incêndios
Medidas de preservação
-Preservação/proteção dos habitats (e.g. conservação dos habitats de montanha e das áreas florestais autóctones; manutenção da agricultura tradicional; conservação das sebes e muros de pedra para delimitação dos lameiros e terrenos agrícolas)
-Ordenamento florestal
-Prevenção de incêndios
-Campanhas de sensibilização e educação ambiental
-Promoção de mais estudos acerca da biologia e ecologia da espécie
Classificação Científica
Reino
|
Animalia
|
Filo
|
Chordata
|
Classe
|
Reptilia
|
Ordem
|
Squamata
|
Família
|
Viperidae
|
Gênero
|
Vipera
|
Espécie
|
V. seoanei
|

Interessante então é uma cobra para nao se mexer memo
ResponderExcluirMelhor deixar essa aí em paz em kkkk
Excluir